segunda-feira, 9 de julho de 2012
A Idade da Tecnologia
Aprendemos nos livros de história que a humanidade, até hoje, foi dividida em cinco etapas: Pré-História, Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.
A Pré-História se divide entre os períodos Paleolítico e Neolítico. Há milhões de anos o homem, nômade por natureza, empregava a agricultura de subsistência, caçava, pescava e construía instrumentos rudimentares que serviram de berço para as ferramentas atuais. Eram os chamados "homens das cavernas". A Antiguidade iniciou-se aproximadamente em 4.000 a.C, com o advento da escrita e estendeu-se até a queda de Roma em 476. Resultou na criação de duas formas de organização socioeconômica - regimes de servidão coletiva (sociedades asiáticas) e as sociedades escravistas (grega e romana). Deixou como legado as grandes obras hidráulicas para o cultivo agrícola nos vales de importantes rios, tais como, Tigre e Eufrates na Mesopotâmia, Nilo no Egito, Indo na Índia e Amarelo na China. A Idade Média iniciou-se em 476 e estendeu-se até quando terminou a Guerra dos Cem Anos, que na verdade durou 116, e a cidade de Constantinopla caiu nas mãos dos turcos otomanos. Tal período medieval caracterizou-se pela preponderância do Feudalismo, uma estrutura econômica, social, política e cultural que se edificou na Europa em substituição à estrutura escravista da Antiguidade. Época dos senhores feudais, nobres que possuíam um grande poder político, militar e econômico. Eram proprietários dos feudos e possuíam muitos servos trabalhando para eles.
A Idade Moderna iniciou-se em 1453 e estendeu-se até 1789 quando teve início a Revolução Francesa. Durante essa época, consolidou-se progressivamente uma nova estrutura socioeconômica comumente denominada capitalismo comercial. Foi o período de consolidação dos ideais de progresso e desenvolvimento que derrubariam os ideais católicos e feudais, criando os burgueses, o mercantilismo a expansão marítima, o mundo colonial, o Absolutismo e o Renascimento Cultural. Já a Idade Moderna iniciou-se em 1789 e dura até os dias atuais. O capitalismo atingiu sua maturidade e o homem se deparou com um fluxo de acontecimentos muito mais intenso do que qualquer outro momento da História: Revolução Francesa, a Era Napoleônica, a Revolução Industrial, o Socialismo, o Imperialismo, as duas Grandes Guerras, a Guerra Fria, dentre outros, fulminaram os pensamentos intelectuais dos habitantes da Terra se transformando na época em que tudo mudou muito e muito rápido.
No entanto, estamos no ano de 2012 e muitas coisas também vêm acontecendo num ritmo delirante. A invenção do computador, dos celulares, da internet, dos televisores modernos, dos carros automáticos desafia qualquer pessoa que tente entender como tudo isso funciona. O carro chefe de toda essa mudança é a internet. Existe uma música da banda "ORappa" que diz: "hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa", acho sensacional essa frase. Podemos fazer tudo e de tudo sem sairmos de casa. Ficamos horas e horas em frente a um computador, seja estudando, divertindo, ouvindo músicas, trabalhando, comprando, namorando. É um vício que se espalhou pelo mundo e não tem volta. Hoje quase todo o planeta tem e-mail, participa de redes sociais, se engaja em algum movimento, participa de debates, chega até ao ponto de derrubar políticos, leis e qualquer outro assunto que estiver em desacordo com o politicamente correto. Tudo isso sentado confortavelmente na cadeira de sua casa. Mas nem tudo são flores.
Existe muita violência, pornografia e roubos na grande rede. Chegamos ao ponto de não estarmos seguros também dentro de nossas casas e devemos tomar cuidado com os arquivos e fotos que possuímos dentro de nossos PC´s. Acredito também que a internet separa um pouco as pessoas da vida real. Estamos perdendo muitas coisas boas em detrimento ao uso compulsivo dos mega, giga e terabytes. As crianças não brincam mais nas ruas e os contatos pessoais se resumem às redes sociais. Existem casos das pessoas se encontrarem nas ruas e nem se cumprimentarem, mas são grandes amigos na rede. Bom, mas o que isso tem a ver com a História? Tenho uma grande convicção que estamos vivendo uma nova era como aquelas citadas acima. Daqui 100, 200, 500 ou 1000 anos nossa época será lembrada como a transição da Idade Contemporânea para talvez quem sabe a Idade da Tecnologia. Temos todos os requisitos para fazermos dessa época uma mudança na História Mundial. Realmente a internet mudou nosso sistema de vida. Estaria eu certo, ou não? Só o tempo e os livros de História, se é que existirão livros no futuro, darão as respostas para os novos habitantes da Terra, algum tipo de Homotecnológico, uma nova espécie transformada pelo mundo tecnológico.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Dá
um Tempo, Zé
Certa vez, na República
do Ouro de Tolo, vivia um homem chamado Zé. Zé cresceu com seus oito irmãos na
miséria e sua casa não tinha água encanada, sanitários nem energia elétrica,
vivia na mais completa falta de oportunidade. Quando maior, Zé decidiu sair de
sua aldeola e tentar a vida na cidade grande como a maioria de seus amigos
fazia. Pegou o “pau-de-arara” e dias depois chegou na terra prometida. Estudou
por conta do Governo e tirou o segundo grau com uma profissão muito vantajosa
para ele. Casou-se, teve filhos, trabalhou, sofreu um pequeno acidente de
trabalho e perdeu um dedo da mão.
As coisas não eram
fáceis na época. Os patrões sugavam os trabalhadores, as condições de trabalho
eram péssimas e o salário mal dava pra pagar o armazém da esquina. Foi aí que
Zé teve uma grande idéia. Os políticos eram arrogantes, ricos, cheios de pompa,
corruptos, ladrões e o que mais se pensasse. Zé decidiu montar um partido
político. Como era bom de lábia, logo convenceu outras pessoas a lutar contra o
que ele chamava de sistema corrompido. Montou um partido de oposição como gostava
de frisar.
A idéia da organização
social espontânea era de esculachar com quem estivesse no poder sempre buscando
o apoio da classe trabalhadora. Os “picaretas com anel de doutor”, como a corja
gostava de chamar os políticos, eram duramente castigados e logo seriam
derrotados nas urnas. Comícios, panfletos, megafones viraram moda na pele do Zé
e de seu número crescente de companheiros. Eles eram contra tudo e sempre a
favor dos trabalhadores. Se mostravam como novos messias que ajudariam os
pobres sair da miséria.
Quando o partido
político estava consolidado e com muitos companheiros, Zé decidiu se lançar na
política e foi alçado ao cargo de deputado federal. Anos depois se candidatou a
Presidente da República do Ouro de Tolo e depois de quatro disputas venceu e tornou-se
o primeiro Chefe de Estado de origem humilde. Criticado por nunca ter tido um
diploma, chorou quando recebeu o de Presidente.
No poder Zé se
esbaldou. Pegou o país estabilizado, deixado pelo seu antecessor, e só teve o
trabalho de manter a ordem. Viajou, falou, se mostrou, confundiu, enganou, fez
pirraça, se fez de desentendido, viajou, falou, se mostrou, enfim. Começou a
ter atitudes estranhas, tudo aquilo que Zé abominava na época da fundação do partido
agora defendia com unhas e dentes. Atitudes inimagináveis da época agora eram
repetidas por Zé e por seus companheiros, alguns claro, porque os mais radicais
o abandonaram logo depois que a farra começou .
Mesmo assim Zé foi reeleito,
elegeu depois seu sucessor e tinha tudo para sumir do mapa com a aprovação
recorde que teve da população. Entraria pra história como um político nobre que
acabou com a pobreza no país. Mas como Zé era azombado, começou a palpitar em
tudo que fosse possível. Pior ainda, Zé começou a se aliar aos “picaretas com
anel de doutor” em troca de favores políticos. Aqueles que ele esculhambava quando
montaram o partido viraram seus amigos de uma hora pra outra. Zé não mede conseqüências
e só quer o poder.
Zé acha todos os seus
atos normais e faz questão de demonstrá-los à população. Seus antigos e fiéis companheiros
já questionam suas atitudes. Uma das grandes virtudes de um homem é saber parar
na hora certa. Ele fez o possível e o impossível para escrever seu nome na
galeria dos melhores e conseguiu. Mas sua quipã maldita o desgasta e as pessoas
já não têm mais aquele encanto por ele. Some um pouco Zé. Vai viajar, curtir a família,
deixe seus companheiros seguirem sozinhos. Fica no seu canto só administrando e
usando de sua experiência quando solicitado. Enfim, pra quem o encontrar na rua
grite em alto e bom som: dá um tempo, Zé!
terça-feira, 19 de junho de 2012
Meio Ambiente – O Desafio da
Atualidade
Ultimamente tem-se
falado muito sobre o meio ambiente. Aquecimento global, emissões de gases de
efeito estufa, consumo de água, consumo de energia, lixo reciclável, mudanças
no esculhambado Código Florestal Brasileiro, conferências internacionais, enfim,
uma série de atitudes que deverão ser tomadas para que o mundo possa suprir
suas necessidades sem comprometer a necessidade das gerações futuras.
Tudo começou em
Estocolmo com a Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente Humano. Com a presença
de 113 países, iniciou-se uma preocupação com o futuro do planeta, e lá foram
dados os primeiros passos para a formação de uma legislação internacional focada
nas questões ambientais. Vinte anos depois acontece na cidade do Rio de Janeiro
a Eco-92. Dotada de forte relevância internacional deu início a uma série de
políticas e acordos dentre os quais a Agenda 21, um documento que estabeleceu a
importância dos países se comprometerem com os problemas socioambientais.
Em junho agora,
acontece também no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento Sustentável. Esperam-se 135 Chefes de Estado e provavelmente
será um importante encontro para as políticas ambientais. Infelizmente usamos
os recursos naturais em uma velocidade maior do que as suas reposições. Se todo
o planeta consumisse na mesma proporção que os Estados Unidos e a China, o
planeta não agüentaria a pressão. Acabaria a tentativa de qualquer medida de
conservação.
Já no Brasil, os
esforços são grandes na tentativa de proteger nossa biodiversidade. O que dizer
do Código Florestal que existe desde 1965 e que nunca foi obedecido, mas que
agora está em voga. Punir os infratores ou dar-lhes anistia? E de agora em
diante, respeitamos 30, 50, 100 ou 200 metros das nascentes e córregos d´água?
E nossa água? Um dia ela vai acabar? Provavelmente não, o que vai acabar é a
sua potabilidade. Vamos beber, cozinhar e tomar banho com água suja. As tímidas
fontes renováveis que usamos atualmente deverão aumentar rapidamente.
Acredito que a mudança
climática pela qual estamos passando é uma conseqüência natural da terra, mas
que está sendo acelerada pela ação desordenada do homem. Não podemos parar a
pujança do país, mas temos também que crescer com sustentabilidade. Hoje as crianças
já são antenadas com as questões ambientais, isso me dá muita esperança. Uma
nova mentalidade ambiental está sendo desenvolvida e elas é que terão a
responsabilidade de manter à risca um certo código ambiental que teimamos em
remendá-lo. Viva as crianças. A Terra terá muito que agradecê-las.
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