terça-feira, 23 de agosto de 2011

Músicos

Nós, músicos, passamos meses nos preparando para interpretar uma obra que dura poucos minutos. Para muitos é um conjunto de notas....para o músico, é resultado de muito esforço, sentimento e paixão! Eu sou músico e sei o que é subir em um palco com os nervos à flor da pele, mil preocupações, como também sei da infinita felicidade que nos dá interpretá-la e da gratidão de recebermos os aplausos ao final!!!!
Por que sempre penso e emociono se nem sempre acontece com você. Vai numa boa enquanto fico na pior, contando estrelas aqui no teto. E vendo onze se abraçarem, as coisas acontecem em fração de segundo e menos ainda quando os copos se esvaziam. Acho que fui pego e não sei como escapar!!!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Corrupção

Corrupção

Sempre que estamos assistindo televisão, lendo um jornal, navegando na internet, é inevitável nos depararmos com um caso de corrupção no governo brasileiro. Em qualquer área de nosso apatacado país tem sempre um que leva vantagem. Seja um laranja ou o uso indevido de dinheiro público, falsas licitações, trânsito livre de lobistas entre o Palácio do Planalto, enriquecimento ilícito e outras diversas formas de esbulho do suado dinheiro do trabalhador honesto que paga em dia seus impostos.

Recentemente surgiu o escândalo no Ministério da Agricultura. Confesso que não me aprofundo na matéria, pois todas elas nos levam ao mesmo lugar: roubo e impunidade. O tal Ministro da Agricultura estampa a capa de uma conceituada revista brasileira ao lado de uma frase dizendo que ele é corrupto. Ora, fico pensando na família desse (infeliz?) Ministro de Estado. Será que seus filhos, sua esposa, seus netos, seus amigos, seus sobrinhos, sua mãe e seu pai não ficam com vergonha dele?

Imagine os filhinhos na escola. Esse é o rebento daquele ladrão do Ministério da Agricultura ou sua mãe em um salão de beleza, “essa é a mãe daquele maculado sem vergonha que saiu na capa da revista”. Ah, você é amigo do bandido da agricultura. Tudo que falam dele é sério? E você também levou “algum” nessa empreitada? Fico imaginando como seria o dia-a-dia dessas pessoas. Será que dormem tranquilos mesmo sabendo que o Ministro ficará eternamente impune?

É um caso que mancha pra sempre a imagem de uma pessoa perante sua cidade, seus familiares e seus amigos. Principalmente se a cidade for pequena. Na minha, teve vários casos, desde corrupção até uma moça que se aventurou em fazer filmes para adultos. Nunca foram esquecidos e deixaram um legado peculiar entre seus entes. Sempre serão lembrados por essas circunstâncias. Dizem que o brasileiro tem memória curta. Nesses casos acredito que não. Quando se conhece pessoalmente o larápio nunca se esquece. Podem se passar anos, mas sempre serão lembrados.

Todo corrupto deveria pensar em sua estirpe antes de aceitar desvios de dinheiro público. Com a roubalheira ele pode fornecer melhores condições para a sua família, mas será que dinheiro roubado será sempre bem aproveitado? Será que tudo que vem fácil, vai fácil? Será que a sua consciência não pesa em fazer tanta coisa errada e ainda ficar impune rindo da cara de todos nós? Pense nisso, ladrão de gravata! Dá próxima que vez que for roubar, pense nisso!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Um Hobby Laboral?

Desde meus longinquos 11 anos de idade, uma paixão criou raíz e me faz feliz até hoje: a música. Aprendi a tocar violão em conservatório, aprendi a tocar bateria sozinho, aprendi a tocar contrabaixo fitando partituras e aprendi a tocar teclado olhando os outros. Aprendi a cantar, será que aprendi mesmo, com uma serena professora também no conservatório. Acho que musicalmente falando não sou dos piores e dá pro gasto. Comecei a compor com 14 anos e de vez em quando ainda saem algumas letras:
  • Por que sempre penso e emociono se nem sempre acontece com você
  • Vai numa boa enquanto fico na pior contando estrelas aqui no teto
  • E vendo onze se abraçarem as coisas acontecem em fração de segundos
  • E menos ainda quando os copos esvaziam-se
  • Acho que fui pego e não sei como escapar
Onde há música não pode haver maldade:
  • Quantas vezes eu me esforçei pra dizer que nunca mais
  • Quantas vezes eu te magoei, mas no fundo era sem pensar
  • Muitas brigas isso não ia tão bem, o arrependimento vinha depois
  • Muitos beijos acalmavam nossa dor e depois vinha o amor
  • Eu só queria te ver para dizer que te amo
  • Eu só queria te encontrar, eu só queria te ver, eu só queria te namorar

A música acalma, te faz viajar no tempo, te lembra épocas inesquecíveis:

  • Da roça boa fé que se tem notícia desfile de rosas aquelas da cobiça
  • Nos caminhos da madrugada desfolhar da folha seca
  • E aferir sua nobreza não é questão de costume
  • Desfrutando do desfrute da delícia, sublimes em gotas de água vão
  • De galho em galho até migalho, da adoração infiel do prazer
Por tudo isso...
  • Não foi combinado não foi tratado
  • Só preciso de espaço pra sair e voar
  • No céu escuro, na mata clara encontro os pássaros
  • E eles me dizem, fique aqui pra gente voar, fique aqui pra gente voar!
My life is music!!!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Idas e Vindas

Prezados amigos e leitores do blog: estive ausente por um período minimamente curto onde refleti, pensei, parei e não cheguei a nenhuma conclusão. Confesso que deixei a falta de tempo tomar conta de mim e, talvez por isso, demorei tanto a escrever. Assisti a copa do mundo, fiquei irritado com a fraca fúria, com o fraco escrete canarinho e recozijei com as peripécias de Maradona e os quatro a zero que nossos hermanos tomaram diante da talvez melhor seleção do mundial. Acompanhei os preparativos das eleições federais, não suporto pesquisas de intenções de votos, acho que elas influenciam e muito o eleitorado, não suporto a arrogância e a prepotência do nosso governante de usar a máquina pública sem medir esforços para o bem da nação, digo, dele mesmo. Tirei férias, viajei com a família, tomei umas cervejas, voltei ao trabalho e agora também às letras. Adoro escrever e informar minha opinião acerca dos assuntos correntes e mais comentados, tais como os assassinos que estão a solta. Goleiro que cometeu seu maior frango na vida, advogado que mata advogada, motoristas que entram em túneis interditados, que atropelam e usam o carro para matar, enfim uma série de acontecimentos tristes que não queríamos ver em hipótese alguma. Tudo isso infelizmente acontece no Brasil e no mundo. Toda semana escreverei um artigo novamente. É bom estar de volta. Melhor ainda escrevendo. Um abraço a todos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Era do Capitalismo

Desde o final da Segunda Guerra Mundial e da bipolarização Leste-Oeste entre americanos e soviéticos, da queda do muro de Berlim e do colapso socialista das ex-repúblicas soviéticas, o capitalismo é o sistema econômico predominante em quase todo o planeta.
Derrotou o socialismo, é chamado de "selvagem" por alguns e foi responsabilizado, por outros, como o propulsor da globalização. Amado e odiado, levou o mundo à bancarrota na Grande Depressão dos anos 1930- muita oferta e nenhuma demanda. Recentemente, voltou a dar sinais de que pode solapar o mundo outra vez.
Desta vez, os contratos de alto risco - subprime do setor imobiliário norte-americano - foram concedidos às pessoas que não possuíam capacidade de pagamento. A bolha imobiliária estourou e como num efeito dominó atingiu todos os países do globo. Instituições financeiras sucumbiram, a estrutura econômica ruiu, o crédito financeiro desapareceu. Em consequência, empresas pararam suas produções, o desemprego aumentou e a crise veio a se instalar, definitivamente, quando os Estados Unidos admitiram estar em recessão.
Nenhum país está imune a ela. Diferente daquela dos anos 1930, hoje o mundo está mais preparado para crises econômicas. Vários países usam suas reservas financeiras, caso do Brasil, para dirimir o aumento de suas turbulências internas.
Crises à parte, agora que o mundo financeiro, teoricamente, voltou ao normal tenho certeza de que os Estados Unidos daAmérica felizmente ou infelizmente, manda e vai mandar por muitos e muitos anos no mundo. Ruim ou bom? Se essa crise tivesse aparecido na China, por exemplo, não teríamos essa catástrofe toda. Quem acha que os yankees estão perdendo a hegemonia mundial que repensem suas ideias.
A todos aqueles que estão lendo até aqui um Feliz Natal e um Ótimo Ano-Novo cheio de saúde, paz, alegria e sucesso. Até 2010! Um abraço!!!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Qual é a Música ?

A música popular brasileira, desde o começo do novo milênio, vem se arrastando pelos palcos da vida. Tentativas midiáticas de nos fazer engolir ritmos escolhidos a dedo não estão surtindo efeito e me preocupo sobre o futuro da nossa querida música tupiniquim.
É certo que em cada época, mais precisamente décadas, a música sofre alterações que a torna mais atual, mais harmoniosa, responsável por bons ou maus momentos, seja de tristeza ou de alegria. Nos anos 60, só pra lembrarmos um pouco da história, estourou a Jovem Guarda de Roberto e Erasmo, a Bossa Nova de Nara Leão, João Gilberto e Tom Jobim e a Tropicália de Gil e Caetano. Uma super inovação musical jamais superada por outras décadas.
Nos anos 70 uma gama de estilos variados surgidos de várias matrizes covencionou-se chamar de MPB. Rock, regionalismo, protesto, nacionalismo faziam parte desse movimento fantástico que embalou e ainda embala muitos casais arrebatados. Ícones desse tempo foram Chico Buarque, Milton Nascimento, Elis, Simone, Betânia, Zé Ramalho, Djavan e uma infinidade de outros artistas consagrados.
Já nos anos 80 o "rock brazuca" fez o país dançar ao som de letras urbanas tocadas num período de transição política e que jamais foram esquecidas por aqueles, que como eu, já passaram dos trinta e poucos anos. RPM, Rita Lee, Paralamas, Capital, Plebe Rude, Ira, Lulu, Ultraje, Titãs e a melhor banda brasileira de todos os tempos, a Legião Urbana. Década que deixou muitas saudades para aqueles que veneram uma boa música.
Nos anos 90 fomos contemplados com o reggae do Cidade Negra, o rock dos Raimundos, do Skank, do Jota Quest, O Rappa, os saudosos Mamonas, a mangue-beat de Chico Science, a MPB de Marisa Monte, Ana Carolina e Cássia Eller. O axé contagiante de Daniela Mercury e Ivete e o ápice da música melosa dos "amigos". Então veio o novo século, muita expectativa para as canções do novo milênio e o que vimos não foi tão animador.
Com a chegada da Internet, da globalização, da tecnologia e da pirataria é certo que as gravadoras perderam sua pujança. Hoje qualquer um pode gravar um belo CD no conforto do seu lar. Mas o que vimos e ainda estamos assistindo é uma imposição ritmica sem juízo. Primeiro foi o funk do bonde do tigrão e da titia loira que nos infernizaram com aquelas terríveis letras de duplo sentido capazes de confundir até o mais sabido dos mortais. Graças a Deus sumiram na mesma proporção que apareceram.
Depois fomos atacados pelo forró do Calipso, do Calcinha Preta, das dancinhas coreografadas e agora nos aparece um tal de sertanejo universitário. Duplinhas esquisitas que fazem melodias melífluas sempre em busca daquele amor que fugiu com outro.
É impressionante como os artistas do novo milênio perdem a popularidade depois de um disco, opa, de um CD, ou só uma canção de sucesso. Estamos na era da música descartável, aquela que se ouve até cansar e depois se joga fora, ou você, caro leitor, acha que fazer um leilão para saber quem dá mais pelo meu coração será lembrada daqui a 20 ou 30 anos? Mas será que acabou? Claro que não!
No final da atual década somos presenteados massivamente por um novo tipo de música. Aquela que divinamente não permite a pirataria e que reacende a esperança das gravadoras: a música gospel. Uma infinidade de cantores demonstrando sofrimento impiedoso com um microfone na mão e que em outra música estão pulando jubilosamente com as mãos levantadas para o céu estão em alta nos meios populares.
Mas quando tudo está perdido sempre existe um caminho. Artistas revelados nos anos 2000 tais como Pitty, Cláudia Leitte, a invasão feminina das belas vozes de Maria Gadú, Ana Cañas e Marina de La Riva atravessarão a década e serão lembradas no futuro como o que de bom aconteceu nessa tão sofrida década para a MPB. É muito pouco em comparação com os anos passados.
Torço para que novos talentos sejam descobertos e nos enriqueçam de boa música . Mas que venham calmamente e não impostas pela mídia. Talvez estejamos passando por uma época de perturbada transição. Época da Internet, dos downloads, dos uploads, celulares. Tudo aconteceu muito rápido e não foi diferente com a MPB. Quem será o novo Roberto Carlos da música? No futebol sempre aparece um candidato a novo Pelé, por que não acontece isso com os cantores ou cantoras? Falta coragem pra investir em novos talentos. Pra mim música é tudo. Acho que Oceano é a minha preferida. Você tem preferência por alguma? Qual é a música?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O que é um bom governo?

Muito se tem falado sobre os altíssimos níveis de popularidade do nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pesquisas apontam que ela oscila na casa dos 80% de aprovação. É um número extremamente positivo, digno de campeões. Mas o que levou a essa avaliação positiva do governo? O que ele fez para merecer tal honra? Deixo claro que não sou contra o Lula e acho que ele até fez um bom governo. Conduziu habilidosamente o país perante a comunidade internacional, apesar da sua “diplomacia do entreguismo”, segundo o embaixador Rubens Barbosa, nos casos da Petrobrás na Bolívia, da Odebrecht no Equador, da Itaipu com o Paraguai e a esmerada parceria com o bolivariano Chavez.
Soube manter a economia estabilizada durante a crise mundial e com a moeda forte o crédito deslancha e as pessoas consomem mais. Internamente gabou-se do Bolsa-Família, das intermináveis obras do PAC, reclamou do TCU, reclamou da imprensa, fala bastante, enfim, nunca na história desse país se viu um presidente tão gaudioso como esse. Atualmente ele só pensa na eleição presidencial do ano que vem e na sua pupila Dilma Rousseff que a sucederá em Brasília, segundo sua fidúcia. Mas voltemos ao título do texto. O que faz um bom governo? Acredito que um bom governo, um bom atleta, um bom músico, além do talento nato, se faz com uma pitada de sorte. E a sorte do Lula foi suceder Fernando Henrique Cardoso. O que fez de tão vultoso alguns governos anteriores?
JK criou Brasília, seria isso um feito? A capital poderia estar com o Rio de Janeiro ainda. Jânio Quadros e Jango nada fizeram. Um renunciou e outro foi enxotado. Os militares só cometeram toleimas. Mataram, torturaram e até hoje alguns corpos não foram devolvidos aos seus familiares. Sarney criou o Plano Cruzado, convocou a população para ser seu fiscal, congelou preços, criou mais planos e nada deu certo. Collor foi o primeiro presidente a sofrer com um processo de impeachment, sofreu com seu irmão Pedro e Itamar Franco, seu sucessor, apesar de ter chamado Fernando Henrique para ser seu Ministro da Fazenda, pulou carnaval com a modelo que não vestia uma importante peça de roupa.
FHC, criador do Plano Real, sociólogo, cientista político, professor internacional, ex-senador, ex-funcionário da CEPAL, escritor, Ministro das Relações Exteriores e Ministro da Fazenda do governo Itamar, acabou com o torvo problema da inflação brasileira. Idealizado por ele e por uma equipe eficiente de economistas, entre eles aquele que viria a ser seu Ministro da Fazenda, Pedro Malan, seu governo ficou marcado por essa característica. É claro que seus oito anos de poder não foram somente de glórias, mas que ele fez algo que mudou a vida de todos os brasileiros e que o nosso ditoso presidente colhe os frutos agora, fez. Não podemos negar. Dizem que política, futebol e religião não se discutem. Também acho. Essa é somente minha opinião.
O Lula deu sorte e para serem grandes as pessoas precisam dela. FHC exterminou o dragão da alta dos preços. Acabou com as temíveis remarcações de valores dos supermercados de todo o país e deu à população o prazer de ver o dinheiro render no fim do mês. Pessoas compraram casas, compraram carros, viajaram Brasil e mundo afora e o nosso querido país galgou o status de emergente perante a comunidade internacional. FHC foi o precursor de todo o sucesso que nosso atual comandante sabiamente soube manter. Um bom governo se faz com profissionalismo, seriedade, respeito aos cidadãos, decência e sorte. Pensando bem adicionarei mais um item a essa minha humilde lista: suceder Fernando Henrique Cardoso.