terça-feira, 19 de junho de 2012


Meio Ambiente – O Desafio da Atualidade

Ultimamente tem-se falado muito sobre o meio ambiente. Aquecimento global, emissões de gases de efeito estufa, consumo de água, consumo de energia, lixo reciclável, mudanças no esculhambado Código Florestal Brasileiro, conferências internacionais, enfim, uma série de atitudes que deverão ser tomadas para que o mundo possa suprir suas necessidades sem comprometer a necessidade das gerações futuras.
Tudo começou em Estocolmo com a Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente Humano. Com a presença de 113 países, iniciou-se uma preocupação com o futuro do planeta, e lá foram dados os primeiros passos para a formação de uma legislação internacional focada nas questões ambientais. Vinte anos depois acontece na cidade do Rio de Janeiro a Eco-92. Dotada de forte relevância internacional deu início a uma série de políticas e acordos dentre os quais a Agenda 21, um documento que estabeleceu a importância dos países se comprometerem com os problemas socioambientais.
Em junho agora, acontece também no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Esperam-se 135 Chefes de Estado e provavelmente será um importante encontro para as políticas ambientais. Infelizmente usamos os recursos naturais em uma velocidade maior do que as suas reposições. Se todo o planeta consumisse na mesma proporção que os Estados Unidos e a China, o planeta não agüentaria a pressão. Acabaria a tentativa de qualquer medida de conservação.
Já no Brasil, os esforços são grandes na tentativa de proteger nossa biodiversidade. O que dizer do Código Florestal que existe desde 1965 e que nunca foi obedecido, mas que agora está em voga. Punir os infratores ou dar-lhes anistia? E de agora em diante, respeitamos 30, 50, 100 ou 200 metros das nascentes e córregos d´água? E nossa água? Um dia ela vai acabar? Provavelmente não, o que vai acabar é a sua potabilidade. Vamos beber, cozinhar e tomar banho com água suja. As tímidas fontes renováveis que usamos atualmente deverão aumentar rapidamente.
Acredito que a mudança climática pela qual estamos passando é uma conseqüência natural da terra, mas que está sendo acelerada pela ação desordenada do homem. Não podemos parar a pujança do país, mas temos também que crescer com sustentabilidade. Hoje as crianças já são antenadas com as questões ambientais, isso me dá muita esperança. Uma nova mentalidade ambiental está sendo desenvolvida e elas é que terão a responsabilidade de manter à risca um certo código ambiental que teimamos em remendá-lo. Viva as crianças. A Terra terá muito que agradecê-las. 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Músicos

Nós, músicos, passamos meses nos preparando para interpretar uma obra que dura poucos minutos. Para muitos é um conjunto de notas....para o músico, é resultado de muito esforço, sentimento e paixão! Eu sou músico e sei o que é subir em um palco com os nervos à flor da pele, mil preocupações, como também sei da infinita felicidade que nos dá interpretá-la e da gratidão de recebermos os aplausos ao final!!!!
Por que sempre penso e emociono se nem sempre acontece com você. Vai numa boa enquanto fico na pior, contando estrelas aqui no teto. E vendo onze se abraçarem, as coisas acontecem em fração de segundo e menos ainda quando os copos se esvaziam. Acho que fui pego e não sei como escapar!!!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Corrupção

Corrupção

Sempre que estamos assistindo televisão, lendo um jornal, navegando na internet, é inevitável nos depararmos com um caso de corrupção no governo brasileiro. Em qualquer área de nosso apatacado país tem sempre um que leva vantagem. Seja um laranja ou o uso indevido de dinheiro público, falsas licitações, trânsito livre de lobistas entre o Palácio do Planalto, enriquecimento ilícito e outras diversas formas de esbulho do suado dinheiro do trabalhador honesto que paga em dia seus impostos.

Recentemente surgiu o escândalo no Ministério da Agricultura. Confesso que não me aprofundo na matéria, pois todas elas nos levam ao mesmo lugar: roubo e impunidade. O tal Ministro da Agricultura estampa a capa de uma conceituada revista brasileira ao lado de uma frase dizendo que ele é corrupto. Ora, fico pensando na família desse (infeliz?) Ministro de Estado. Será que seus filhos, sua esposa, seus netos, seus amigos, seus sobrinhos, sua mãe e seu pai não ficam com vergonha dele?

Imagine os filhinhos na escola. Esse é o rebento daquele ladrão do Ministério da Agricultura ou sua mãe em um salão de beleza, “essa é a mãe daquele maculado sem vergonha que saiu na capa da revista”. Ah, você é amigo do bandido da agricultura. Tudo que falam dele é sério? E você também levou “algum” nessa empreitada? Fico imaginando como seria o dia-a-dia dessas pessoas. Será que dormem tranquilos mesmo sabendo que o Ministro ficará eternamente impune?

É um caso que mancha pra sempre a imagem de uma pessoa perante sua cidade, seus familiares e seus amigos. Principalmente se a cidade for pequena. Na minha, teve vários casos, desde corrupção até uma moça que se aventurou em fazer filmes para adultos. Nunca foram esquecidos e deixaram um legado peculiar entre seus entes. Sempre serão lembrados por essas circunstâncias. Dizem que o brasileiro tem memória curta. Nesses casos acredito que não. Quando se conhece pessoalmente o larápio nunca se esquece. Podem se passar anos, mas sempre serão lembrados.

Todo corrupto deveria pensar em sua estirpe antes de aceitar desvios de dinheiro público. Com a roubalheira ele pode fornecer melhores condições para a sua família, mas será que dinheiro roubado será sempre bem aproveitado? Será que tudo que vem fácil, vai fácil? Será que a sua consciência não pesa em fazer tanta coisa errada e ainda ficar impune rindo da cara de todos nós? Pense nisso, ladrão de gravata! Dá próxima que vez que for roubar, pense nisso!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Um Hobby Laboral?

Desde meus longinquos 11 anos de idade, uma paixão criou raíz e me faz feliz até hoje: a música. Aprendi a tocar violão em conservatório, aprendi a tocar bateria sozinho, aprendi a tocar contrabaixo fitando partituras e aprendi a tocar teclado olhando os outros. Aprendi a cantar, será que aprendi mesmo, com uma serena professora também no conservatório. Acho que musicalmente falando não sou dos piores e dá pro gasto. Comecei a compor com 14 anos e de vez em quando ainda saem algumas letras:
  • Por que sempre penso e emociono se nem sempre acontece com você
  • Vai numa boa enquanto fico na pior contando estrelas aqui no teto
  • E vendo onze se abraçarem as coisas acontecem em fração de segundos
  • E menos ainda quando os copos esvaziam-se
  • Acho que fui pego e não sei como escapar
Onde há música não pode haver maldade:
  • Quantas vezes eu me esforçei pra dizer que nunca mais
  • Quantas vezes eu te magoei, mas no fundo era sem pensar
  • Muitas brigas isso não ia tão bem, o arrependimento vinha depois
  • Muitos beijos acalmavam nossa dor e depois vinha o amor
  • Eu só queria te ver para dizer que te amo
  • Eu só queria te encontrar, eu só queria te ver, eu só queria te namorar

A música acalma, te faz viajar no tempo, te lembra épocas inesquecíveis:

  • Da roça boa fé que se tem notícia desfile de rosas aquelas da cobiça
  • Nos caminhos da madrugada desfolhar da folha seca
  • E aferir sua nobreza não é questão de costume
  • Desfrutando do desfrute da delícia, sublimes em gotas de água vão
  • De galho em galho até migalho, da adoração infiel do prazer
Por tudo isso...
  • Não foi combinado não foi tratado
  • Só preciso de espaço pra sair e voar
  • No céu escuro, na mata clara encontro os pássaros
  • E eles me dizem, fique aqui pra gente voar, fique aqui pra gente voar!
My life is music!!!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Idas e Vindas

Prezados amigos e leitores do blog: estive ausente por um período minimamente curto onde refleti, pensei, parei e não cheguei a nenhuma conclusão. Confesso que deixei a falta de tempo tomar conta de mim e, talvez por isso, demorei tanto a escrever. Assisti a copa do mundo, fiquei irritado com a fraca fúria, com o fraco escrete canarinho e recozijei com as peripécias de Maradona e os quatro a zero que nossos hermanos tomaram diante da talvez melhor seleção do mundial. Acompanhei os preparativos das eleições federais, não suporto pesquisas de intenções de votos, acho que elas influenciam e muito o eleitorado, não suporto a arrogância e a prepotência do nosso governante de usar a máquina pública sem medir esforços para o bem da nação, digo, dele mesmo. Tirei férias, viajei com a família, tomei umas cervejas, voltei ao trabalho e agora também às letras. Adoro escrever e informar minha opinião acerca dos assuntos correntes e mais comentados, tais como os assassinos que estão a solta. Goleiro que cometeu seu maior frango na vida, advogado que mata advogada, motoristas que entram em túneis interditados, que atropelam e usam o carro para matar, enfim uma série de acontecimentos tristes que não queríamos ver em hipótese alguma. Tudo isso infelizmente acontece no Brasil e no mundo. Toda semana escreverei um artigo novamente. É bom estar de volta. Melhor ainda escrevendo. Um abraço a todos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Era do Capitalismo

Desde o final da Segunda Guerra Mundial e da bipolarização Leste-Oeste entre americanos e soviéticos, da queda do muro de Berlim e do colapso socialista das ex-repúblicas soviéticas, o capitalismo é o sistema econômico predominante em quase todo o planeta.
Derrotou o socialismo, é chamado de "selvagem" por alguns e foi responsabilizado, por outros, como o propulsor da globalização. Amado e odiado, levou o mundo à bancarrota na Grande Depressão dos anos 1930- muita oferta e nenhuma demanda. Recentemente, voltou a dar sinais de que pode solapar o mundo outra vez.
Desta vez, os contratos de alto risco - subprime do setor imobiliário norte-americano - foram concedidos às pessoas que não possuíam capacidade de pagamento. A bolha imobiliária estourou e como num efeito dominó atingiu todos os países do globo. Instituições financeiras sucumbiram, a estrutura econômica ruiu, o crédito financeiro desapareceu. Em consequência, empresas pararam suas produções, o desemprego aumentou e a crise veio a se instalar, definitivamente, quando os Estados Unidos admitiram estar em recessão.
Nenhum país está imune a ela. Diferente daquela dos anos 1930, hoje o mundo está mais preparado para crises econômicas. Vários países usam suas reservas financeiras, caso do Brasil, para dirimir o aumento de suas turbulências internas.
Crises à parte, agora que o mundo financeiro, teoricamente, voltou ao normal tenho certeza de que os Estados Unidos daAmérica felizmente ou infelizmente, manda e vai mandar por muitos e muitos anos no mundo. Ruim ou bom? Se essa crise tivesse aparecido na China, por exemplo, não teríamos essa catástrofe toda. Quem acha que os yankees estão perdendo a hegemonia mundial que repensem suas ideias.
A todos aqueles que estão lendo até aqui um Feliz Natal e um Ótimo Ano-Novo cheio de saúde, paz, alegria e sucesso. Até 2010! Um abraço!!!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Qual é a Música ?

A música popular brasileira, desde o começo do novo milênio, vem se arrastando pelos palcos da vida. Tentativas midiáticas de nos fazer engolir ritmos escolhidos a dedo não estão surtindo efeito e me preocupo sobre o futuro da nossa querida música tupiniquim.
É certo que em cada época, mais precisamente décadas, a música sofre alterações que a torna mais atual, mais harmoniosa, responsável por bons ou maus momentos, seja de tristeza ou de alegria. Nos anos 60, só pra lembrarmos um pouco da história, estourou a Jovem Guarda de Roberto e Erasmo, a Bossa Nova de Nara Leão, João Gilberto e Tom Jobim e a Tropicália de Gil e Caetano. Uma super inovação musical jamais superada por outras décadas.
Nos anos 70 uma gama de estilos variados surgidos de várias matrizes covencionou-se chamar de MPB. Rock, regionalismo, protesto, nacionalismo faziam parte desse movimento fantástico que embalou e ainda embala muitos casais arrebatados. Ícones desse tempo foram Chico Buarque, Milton Nascimento, Elis, Simone, Betânia, Zé Ramalho, Djavan e uma infinidade de outros artistas consagrados.
Já nos anos 80 o "rock brazuca" fez o país dançar ao som de letras urbanas tocadas num período de transição política e que jamais foram esquecidas por aqueles, que como eu, já passaram dos trinta e poucos anos. RPM, Rita Lee, Paralamas, Capital, Plebe Rude, Ira, Lulu, Ultraje, Titãs e a melhor banda brasileira de todos os tempos, a Legião Urbana. Década que deixou muitas saudades para aqueles que veneram uma boa música.
Nos anos 90 fomos contemplados com o reggae do Cidade Negra, o rock dos Raimundos, do Skank, do Jota Quest, O Rappa, os saudosos Mamonas, a mangue-beat de Chico Science, a MPB de Marisa Monte, Ana Carolina e Cássia Eller. O axé contagiante de Daniela Mercury e Ivete e o ápice da música melosa dos "amigos". Então veio o novo século, muita expectativa para as canções do novo milênio e o que vimos não foi tão animador.
Com a chegada da Internet, da globalização, da tecnologia e da pirataria é certo que as gravadoras perderam sua pujança. Hoje qualquer um pode gravar um belo CD no conforto do seu lar. Mas o que vimos e ainda estamos assistindo é uma imposição ritmica sem juízo. Primeiro foi o funk do bonde do tigrão e da titia loira que nos infernizaram com aquelas terríveis letras de duplo sentido capazes de confundir até o mais sabido dos mortais. Graças a Deus sumiram na mesma proporção que apareceram.
Depois fomos atacados pelo forró do Calipso, do Calcinha Preta, das dancinhas coreografadas e agora nos aparece um tal de sertanejo universitário. Duplinhas esquisitas que fazem melodias melífluas sempre em busca daquele amor que fugiu com outro.
É impressionante como os artistas do novo milênio perdem a popularidade depois de um disco, opa, de um CD, ou só uma canção de sucesso. Estamos na era da música descartável, aquela que se ouve até cansar e depois se joga fora, ou você, caro leitor, acha que fazer um leilão para saber quem dá mais pelo meu coração será lembrada daqui a 20 ou 30 anos? Mas será que acabou? Claro que não!
No final da atual década somos presenteados massivamente por um novo tipo de música. Aquela que divinamente não permite a pirataria e que reacende a esperança das gravadoras: a música gospel. Uma infinidade de cantores demonstrando sofrimento impiedoso com um microfone na mão e que em outra música estão pulando jubilosamente com as mãos levantadas para o céu estão em alta nos meios populares.
Mas quando tudo está perdido sempre existe um caminho. Artistas revelados nos anos 2000 tais como Pitty, Cláudia Leitte, a invasão feminina das belas vozes de Maria Gadú, Ana Cañas e Marina de La Riva atravessarão a década e serão lembradas no futuro como o que de bom aconteceu nessa tão sofrida década para a MPB. É muito pouco em comparação com os anos passados.
Torço para que novos talentos sejam descobertos e nos enriqueçam de boa música . Mas que venham calmamente e não impostas pela mídia. Talvez estejamos passando por uma época de perturbada transição. Época da Internet, dos downloads, dos uploads, celulares. Tudo aconteceu muito rápido e não foi diferente com a MPB. Quem será o novo Roberto Carlos da música? No futebol sempre aparece um candidato a novo Pelé, por que não acontece isso com os cantores ou cantoras? Falta coragem pra investir em novos talentos. Pra mim música é tudo. Acho que Oceano é a minha preferida. Você tem preferência por alguma? Qual é a música?